
Fui ao show de um grande cantor de “músicas de Igreja” (estou usando este termo para não especificar nenhuma igreja em particular, já que nelas algumas diferenças são tão abstratas e outras tão concretas que é melhor não entrar nessa questão). Ingressos antecipadamente vendidos, divulgação em todas as mídias, a espera ansiosa, o atraso, e finalmente o show. Foi um belo show. Ele cantou maravilhosamente bem as músicas, todas de sua própria autoria. Luzes, som, palco, decoração, tudo profissionalmente executado. Um grande público pagante emocionado cantava junto ao seu ídolo (que naquele momento era lindo), aplaudindo fortemente e inúmeras vezes gritando o seu nome. Sucesso absoluto!
Ao final do show, como de costume, esperei junto a outros fãs, inclusive várias crianças, para um cumprimento rápido, uma foto, um autógrafo. Mas, sem nenhuma explicação o artista não apareceu. Dizem que a “produção” não permite. A gravadora tem “direitos sobre o artista”.
Dias depois, um amigo meu que trabalhou na decoração do ambiente (já que o local tratava-se de uma casa de shows de música popular, dancing, etc.), contou-me que do outro lado da rua, no momento do show, havia uma Boate em funcionamento.
E, daí?
Bem, imagine os freqüentadores desta boate, que naquele momento estavam chegando: Prostitutas(os), usuários de drogas lícitas e ilícitas, homossexuais, e outros não aceitos, que vão nos preceder no Reino dos Céus.
OK! Aqui acaba meu relato de um momento de evangelização. Mas, vamos nos questionar, ter dúvidas e fazer perguntas é saudável.
Por que um “Show de Evangelização” pago, e em um local fechado?
Quem precisa mais ouvir a Boa Nova, as pessoas que foram ao show ou as que estavam na boate?
Será que no show não havia usuários de drogas, prostitutas e homossexuais reprimidos?
Será que na boate não havia pessoas boas, com Deus no coração?
Será correto o termo Evangelizashow?
Será que não é hora de repensar as nossas formas de evangelizar?
Não é hora de rejeitarmos a hipocrisia social?
Ler: Lc 5, 27-32