domingo, 23 de outubro de 2011

O PASTOR E A VELHINHA


Dona Detinha, uma senhora muito simpática, morava em um pequeno sítio no meio do Tabuleiro do Pinto. E todo domingo como era de costume, pegava uma Besta e lá ia ela para a feira de Rio Largo, fazer suas comprinhas. Em uma dessas idas ao centro da Cidade, ao voltar, Dona Detinha chega em casa reclamando, esbravejando, revoltadíssima.
E ela dizia: - Aquele Pastor é um tarado! Imagine que eu ia passando em frente aquela igreja nova dos crentes, que tem lá perto da feira, e ouvi o Pastor dizendo: "...Como Zaqueu, como o cego de Jericó, como a mulher com o fluxo de sangue...!"
E Dona Detinha concluiu: - Além de tarado é nojento!

BOLSA FAMÍLIA E PENSÃO ALIMENTÍCIA


“Fazer menino” pode ter ares de indústria, de empresa, de negócio mesmo. Sabe-se ser uma atividade econômica que pode até ser muito lucrativa dependendo da quantidade de fontes de renda (filhos), produzidos nesse labor, pelas mulheres que não se fixam a um único parceiro.

Essa renda é adquirida através da P.A. (Pensão Alimentícia) e/ou daquele programa de distribuição de renda chamado Bolsa Família.

Na P.A. a mãe recebe de um otário (o Pai), o pagamento por algo que ela já deu para ele: O prazer momentâneo chamado sexo, que na maioria das vezes é casual e intencional.

No Bolsa Família a mãe recebe de um sabido (o Governo) o pagamento por algo que ela ainda vai dar para ele: O prazer por quatro anos chamado voto que na totalidade das vezes é obrigatório e intencional.

JOTA QUEAT EM MACEIÓ - 15 ANOS NA MORAL - EU FUI


Grande show. Um dos melhores, senão o melhor, show de Pop-Rock que Maceió já viu. Valeu cada centavo do ingresso, do lanche, os R$ 3,00 da água mineral, os R$ 12,00 do energético. Valeu a espera (começou 1 hora da madrugada). Valeu suportar o cansaço, e o tédio da banda de abertura que tocou durante 2 horas.
O Jota como era de se esperar, desfilou seus grandes sucessos, e até aí já estava de bom tamanho. Mas quando pensávamos que já era o fim, eis que o vocalista Rogério Flausino, chama ao palco duas lendas vivas: Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. E a casa de show vem abaixo, o público incendeia. Afinal estava tocando ali, bem na nossa frente, respectivamente o baterista e o guitarrista, dois dos integrantes da melhor banda de Rock Tupiniquim de todos os tempos: LEGIÃO URBANA.
Comoção geral. Emoção. Jota Quest e Legião Urbana. A Legião do maior poeta da música popular brasileira, o saudoso e insubstituível Renato Russo. Só quem conhece pode entender tal momento mágico. Indescritível. Sensacional. Uau! Não existe uma palavra que possa exprimir com propriedade tal momento.
Eles tocaram alguns sucessos da Legião. E no final de “Que País É Este?” (com direito a resposta: “É a p**** do Brasil”) Rogério nos lembra que podemos mudar, para melhor, Alagoas e o Brasil com o nosso voto.
E foram quase três horas de show que eu pude desfrutar em companhia da minha família e de amigos, conhecidos e desconhecidos todos compartilhando esse mágico momento musical. Um show histórico, inesquecível.
Jota Quest e Legião Urbana em Maceió – 15 Anos na Moral.
EU FUI!

domingo, 26 de junho de 2011

EVANGELIZASHOW


Fui ao show de um grande cantor de “músicas de Igreja” (estou usando este termo para não especificar nenhuma igreja em particular, já que nelas algumas diferenças são tão abstratas e outras tão concretas que é melhor não entrar nessa questão). Ingressos antecipadamente vendidos, divulgação em todas as mídias, a espera ansiosa, o atraso, e finalmente o show. Foi um belo show. Ele cantou maravilhosamente bem as músicas, todas de sua própria autoria. Luzes, som, palco, decoração, tudo profissionalmente executado. Um grande público pagante emocionado cantava junto ao seu ídolo (que naquele momento era lindo), aplaudindo fortemente e inúmeras vezes gritando o seu nome. Sucesso absoluto!

Ao final do show, como de costume, esperei junto a outros fãs, inclusive várias crianças, para um cumprimento rápido, uma foto, um autógrafo. Mas, sem nenhuma explicação o artista não apareceu. Dizem que a “produção” não permite. A gravadora tem “direitos sobre o artista”.

Dias depois, um amigo meu que trabalhou na decoração do ambiente (já que o local tratava-se de uma casa de shows de música popular, dancing, etc.), contou-me que do outro lado da rua, no momento do show, havia uma Boate em funcionamento.
E, daí?
Bem, imagine os freqüentadores desta boate, que naquele momento estavam chegando: Prostitutas(os), usuários de drogas lícitas e ilícitas, homossexuais, e outros não aceitos, que vão nos preceder no Reino dos Céus.

OK! Aqui acaba meu relato de um momento de evangelização. Mas, vamos nos questionar, ter dúvidas e fazer perguntas é saudável.
Por que um “Show de Evangelização” pago, e em um local fechado?
Quem precisa mais ouvir a Boa Nova, as pessoas que foram ao show ou as que estavam na boate?
Será que no show não havia usuários de drogas, prostitutas e homossexuais reprimidos?
Será que na boate não havia pessoas boas, com Deus no coração?
Será correto o termo Evangelizashow?
Será que não é hora de repensar as nossas formas de evangelizar?
Não é hora de rejeitarmos a hipocrisia social?

Ler: Lc 5, 27-32

domingo, 24 de abril de 2011

CULTURA E QUEBRAMOLAS


Do centro da minha Cidade até o meu local de trabalho dá 3,4 Km, ou seja: 3.400 metros de distância e 25 quebramolas, ou se preferir: lombadas. O que dá 1 (uma) lombada, ou quebramolas, a cada 136 metros.
Tentei definir lombada: “Protuberância inútil que a Secretaria de Obras constrói nas estradas para justificar gastos de dinheiro público e, quebrar carros (quebra molas).”
Mas, deixemos a imaginação brincar: 25 quebramolas: 25 é Vaca. Quebramolas é uma protuberância nas costas do asfalto: Camelo. Quebramolas é comprido, atravessando na frente: é Cobra. Dá para jogar um terno no Jogo do Bicho. Só que o jogo do Bicho é uma contravenção. Mas, as Loterias Federais, as Raspadinhas, o Alagoas dá Sorte e outros jogos não são contravenção. Não sei por quê. Isso está além do meu entendimento. (Ou não quero ou não devo entender). Só sei que tanto o quebramolas quanto o jogo do bicho, já faz parte do dia a dia e da cultura do povo daqui. Aliás, digamos de passagem, pobre cultura.
Porque se constrói tantos quebramolas e não se constrói Passarelas, onde as pessoas poderiam atravessar as pistas com mais segurança? Porque o quebramolas é mais barato e, nas manifestações onde se obstruem as estradas com paus e pedras e queimam pneus, os manifestantes pedem quebramolas, nunca pedem passarelas. Questão cultural.
E por falar em Cultura, é sempre bom lembrar que precisa haver uma mobilização dos setores públicos e privados no sentido de melhorar a Cultura nas nossas cidades. Promovendo amostras de artes plásticas (pintura, escultura), artes cênicas (teatro, dança), shows musicais de boa qualidade, arte popular (cordel, repente), etc.
O Povo precisa ter acesso a cultura. Disso depende também a melhoria da qualidade de vida da população.

REALENGO


Maldade, sangue, lágrimas, dor, insensatez, insanidade, destruição, morte, ódio, trauma, drama, culpa, sofrimento, medo, pena, loucura, dissimulação, terror, frieza, infanticídio, violência, horror.
Perdão. Acho que apenas uma ínfima parcela da humanidade recebeu o dom de perdoar. O resto é hipocrisia.
Nos crimes hediondos assim, nem os próprios assassinos se perdoam (eles se suicidam).
E você, perdoa? (mesmo?).
Só a harmonia de uma família equilibrada pode impedir a degeneração de uma mente com tendências malignas.
Só o amor previne o ódio.

C.S.A.


Centro Sportivo Alagoano.
Sou CSA.
Mas, acho que não sou bem um torcedor. Estou mais para simpatizante do que propriamente torcedor.
Para mim não importa se o CSA ganhar ou perder jogos. Estar na primeira, na segunda ou na terceira divisão. O importante é que o CSA exista.
Também sou Flamengo. Mas, sou mais CSA que Flamengo. Se houver o jogo CSA x Flamengo, que ganhe o CSA. Se um dia, por um acaso inexplicável do destino houvesse um jogo do CSA x Seleção Brasileira, não tenha dúvidas, eu torceria pelo meu glorioso CSA.
Quando o CSA ganha eu vibro. Quando o CSA perde, eu não fico triste ou chateado. Afinal o que importa é que o CSA jogou, está em atividade. Ser azulino é um barato!
Não entendo porque alguns torcedores (de qualquer time) se descabelam, brigam, choram, etc. por seus times. Acho isso uma tremenda bobagem. Para mim o que importa é ter um time, uma cor, um nome.
CSA não é apenas um time, é uma instituição, ou um bichinho de estimação. É tipo assim: não serve para nada, mas eu gosto.
E viva o CSA!!!

MÚSICA É CULTURA


Muitas vezes reclamei, e até xinguei, o gosto musical da maioria quase absoluta das pessoas que eu conheço aqui na minha Cidade.
O que eles chamam de música é de uma pobreza melódica e harmônica de arrepiar os cabelos de quem tem um mínimo de sensibilidade musical. Basta ter um ritmo que faça mexer as partes pudendas e já está bom. E se acrescentar uma letra curta, de fácil memorização, descrevendo partes anatômicas das mulheres, ações sensuais ou atos sexuais, consensuais ou não, então está perfeito.
Por que ouvem tanta porcaria, tanta música ruim?
Eu sei que é tudo uma questão cultural. Lembro bem de uma frase fantástica que vinha impressa nas capas dos antigos discos de vinil, os famosos LPs: “Música é Cultura”. Não se pode gostar de algo desconhecido. Como alguém pode gostar de Beatles, Pink Floyd, U2, Norah Jones, Amy Winehouse, Legião Urbana, Jota Quest, Paulinho Moska, Djavan, Rosa de Saron, Os Anjos e tantos outros fenômenos da música, sem ouvi-los?
Temos sim o direito de ouvir outros sons, outros ritmos, uma maior variedade musical para que possamos ter um leque maior de opções.
Assim como precisamos ler mais, também precisamos ouvir mais música. Precisamos de informação musical, para assim formarmos uma cultura musical que será, sem dúvida, um cabedal, um tesouro precioso para os habitantes de um país em pleno desenvolvimento como o nosso.
Não podemos ficar para trás e nem esquecer: “Música é Cultura”.

domingo, 10 de abril de 2011

ESTÉTICA


Acho engraçado o modo como algumas pessoas entendem e se relacionam com a higiene pessoal, a beleza, a estética.
Trabalho em Serviço Público, área da Saúde, Odontologia. E neste afazer diário encontro coisas esdruxulamente interessantes. Por exemplo: mulheres faltando dentes, e os que elas têm estão cariados, com gengivas vermelhas sanguinolentas, devido ao ataque de bactérias, pois escovam os dentes só uma vez ao dia, (quando escovam) de manhã ao acordar (esse é o horário menos importante para escovação). Mas, não esquecem de colocar um batonzinho (vermelho, óbvio) assim chamam a atenção para algo extremamente anti estético que é um sorriso doente.
Encontro também pessoas que usam muitos anéis, pulseiras, piercings, relógios, celulares (geralmente mais de um) e outros adereços relativamente caros, como também não esquecem de pintar as unhas, geralmente para esconder a sujeira que tem embaixo delas (das unhas). Mas não compram sabonete, desodorante (às vezes nem tomam banho). Coisa desagradável.
Mas sei que isto é uma questão cultural. Conheço pessoas de um nível econômico mais elevado que só andam de carro 0 Km, mas não fazem tratamento nos dentes por achar supérfluo.
Outras ainda, se programam para a “Lipo” e esquecem o sorriso, com suas próteses com o prazo de validade vencido, folgadas e desgastadas pelo tempo de uso, e falta de cuidados.
Esse é o senso estético de muita gente.
Que prioridades estranhas.

ADOÇÃO


Assisti na TV, uma reportagem sobre uma criança recém nascida que foi abandonada pela mãe, dentro de uma caixa de papelão. Então, por onde andei a comoção era geral. Todos falavam que a criança é linda (e realmente é), que isto é uma coisa absurda e que todos gostariam de adotá-la.
Eu, cá com o meu pensar, lembrei de um fato ocorrido lá no meu trabalho. Explico: uma das atribuições da minha função é a visita aos RN, para orientar as mães sobre a higiene oral dos seus babies. Eu recomendo que elas compareçam a Unidade de Saúde, para novas orientações, quando a criança tiver 6 meses e também com 1 ano de idade. Algumas voltam aos 6 meses. Mas, com 1 ano de idade é muito raro. Até agora só voltou uma mãe com sua criança. Justamente uma que é adotada.
O que acontece?
As mães que passaram 9 meses gestando seu filhos não se preocuparam tanto quanto a mãe adotiva?
Eu não tenho explicação...
E você?
Faça um comentário!

ESPERANDO 2012


O povo brasileiro sobrevive apesar de termos eleições de 2 em 2 anos.
Ou será que o povo brasileiro só sobrevive porque temos eleições de 2 em 2 anos?
Resolvi falar disso porque 2011 é um ano de vacas magras. Neste ano não tem eleições! E agora? Fica todo mundo parado. No limbo. No purgatório. No Bolsa Família. Só esperando 2012 chegar com novas oportunidades de compra e venda de votos, conchavos políticos, sobras de campanha, altos cargos, altas indicações, etc.
Vivamos 2011. Alguns lambendo as feridas, outros deitados em berço esplêndido sobre os louros da vitória de 2010.
Vamos em frente que a fila anda.
C’est la vie!

sexta-feira, 4 de março de 2011

CARNAVAL


Segundo o dicionário da língua portuguesa “Carnaval” significa: 1. Festa popular, coletiva, realizada anualmente nos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas. 2. Folia, diversão. 3. Desordem, confusão, orgia.
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.
Evidentemente, eu vou dar minhas impressões sobre o Carnaval. Inicialmente vou fazer uma ressalva, corrigindo o dicionário: atualmente o carnaval não é realizado em apenas três dias, aliás ninguém mais sabe quantos são os dias de carnaval. Começa semanas antes, sem contar com as prévias com nomes engraçados durante o ano inteiro.
E você já parou para pensar sobre o carnaval seus excessos e desperdícios? O carnaval do barulho e das suas marchinhas chatas, antiquadas, preconceituosas e politicamente incorretas do tipo “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?” ou aquela outra “...mas como a cor não pega, mulata. Mulata eu quero o seu amor”. E a sujeira dos corpos suados, embriagados e mal dormidos. Como se consegue achar que isso é diversão?
No carnaval tudo é permitido. Os foliões assumem suas verdadeiras personalidades. Deixam aflorar os sentimentos e desejos contidos e represados durante todo o ano. Uns passam o carnaval, vestidos com roupas de mulher, fazendo gestos afeminados e insinuando estarem grávidos, outros bebem até cair, se drogam ou fazem sexo desenfreada e desesperadamente, outros simplesmente somem e só reaparecem na quarta-feira de cinzas, e jamais confessam o que fizeram.
Desde o desfile dos pobres blocos de sujo jogando Maizena em nossas caras, até as milionárias Escolas de Samba jogando em nossas caras o sexo de suas passistas, acho tudo muito entediante e sempre tenho aquela estranha sensação de dèja vu.
Em um País que se diz em desenvolvimento como o nosso, acho um absurdo parar de trabalhar cinco dias (do sábado de Zé Pereira até a quarta-feira de cinzas). Mas se é assim, então tudo bem, tô dentro!
Pra encerrar, três frases para você neste carnaval:
“Se beber não dirija”.
“Use camisinha”.
“Descanse” (esta é a minha preferida).

sábado, 29 de janeiro de 2011

O CELULAR


Meu amigo tem um celular superhipermega, aliás, superhipergiga incrível. O celular do cara tem tudo que se pode imaginar e, até coisas que nunca imaginei, agregado em seu sistema operacional. O aparelho é um cruzamento de iPad com Jornada nas Estrelas.
Um dia desses, ele descreveu toda aquela parafernália hightech: Bluetooth, infravermelho, foto panorâmica, filma em HD (High Definition) e 3D, internet, wireless, e-mail, e-book, MP3, aceita todos os formatos de vídeo, memória de 1 terabyte, alarme, touchscreen, TV, radio, jogos, orkut, tweeter, facebook, roda todos os aplicativos da Microsoft, etc, etc, etc.
E meu amigo ficou 1 hora e 15 minutos, descrevendo as maravilhas tecnológicas do seu celular. E eu acho que ele descreveria ad infinitum, se o magnífico telefone não tivesse tocado (em surround sound) naquele exato momento. Então, ele olhou para mim e disse: "Foi minha mulher quem ligou. Dá pra emprestar o teu celular? O meu tá sem créditos!"
Bem, eu emprestei para ele o meu celular baratinho, lowtech, sem acessórios, mas que podemos falar nele, pois ele recebe e faz ligações.
Eu comparo o celular do meu amigo aos políticos que fazem uma campanha caríssima, chamativa, cheia de discursos vagos e soluções impossíveis. Eles têm o potencial e todas as condições. Mas, depois que ganham as eleições, na hora em que o povo precisa deles... São inúteis!

O CHAFARIZ E O MONUMENTO


Era final dos anos Setenta, início dos anos Oitenta e havia em nossa cidade um bairro antigo que tinha a fama de ser o maior reduto de gays do Estado, de ter a maior concentração por metro quadrado de homossexuais, principalmente do sexo masculino. Opa, peraí, como definir o gênero nessa questão tão delicada? Bem, eu vou em frente (eles vão para trás?) na minha narrativa: Não vou equiparar a Sodoma e Gomorra para ninguém dizer que estou exagerando, mas... Sei não, viu?
Diziam as más línguas da época que a causa disso tudo era um Chafariz que havia lá, próximo a Estação da RFFSA. Quem bebesse da água desse chafariz sentia uma comichão, uma vontade irresistível de se abrir para novas experiências. Eu não sei se isso era verdade ou pura lenda, que já fazia parte do imaginário popular. Só sei que não posso provar nada disso, pois nunca senti o desejo de beber dessa água, e para não contrariar o ditado popular que diz: “Dessa água não beberei”, eu realmente não bebi.
Hoje, passando pelo bairro, ou pelo menos o que restou dele, pude perceber no meio da pracinha algo que a primeira vista me pareceu ter sido erigido de cimento armado. Nessa primeira impressão de um objeto assim tão fálico e ereto, pensei que aquilo fosse um monumento em homenagem ao passado do bairro, aos antigos habitantes, memórias de uma civilização perdida (ou encontrada). Mas, olhando com atenção vi que era apenas um tronco de palmeira, sem folhas, pintado de branco.
Para comprovar a veracidade dos fatos, e você perceber que tem tudo a ver com a história contada acima, coloquei a foto da Praça com o seu Monumento. Infelizmente não tenho a foto do Chafariz, pois ele já não existe mais. Dizem que foi destruído, por um rapaz, em um acesso de raiva, ao ser traído pelo seu namorado. (Mas isso já é outra história).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O CULPADO


Hoje me pus a refletir sobre algo muito comum, corriqueiro até. Não sei se você já viu algo assim: Você passa toda a sua vida procurando fazer tudo da forma mais correta possível. Você dá sempre 100%. Um dia por um acaso, sem pretensão de magoar ou ferir ninguém, você falha e dá “apenas” 99%. Pronto é o seu fim. Tudo que você construiu, parece que nada vale. Você é sumariamente julgado e condenado.
E, coitado, a partir de agora você é um eterno suspeito. Tudo que acontecer de errado foi você quem fez. Tudo é prova contra você. E agora você não é nem mais julgado, você é automaticamente condenado. Você foi, é, e será sempre o culpado. E isso se aplica a todos os setores da vida, seja no trabalho, na família, na Igreja, em todo e qualquer tipo de relacionamento humano.
Acho que daí veio a máxima: “Teu Passado te Condena”

domingo, 2 de janeiro de 2011

UMA CERTA LIGAÇÃO...


Hello, Moto!
- Alô!
- Oi, tudo bem?
- Tudo bem, e você?
- Tô bem... Olha, me diz uma coisa... Tu sabe fazer irlaide?
- Hem!??
- Irlaide!
- Como? Não entendi...!
- Tô perguntando se você sabe fazer irlaide!
- Irlaide? Ah, sim! Slide!!!
- Isso!
- No computador?
- É!
- Sei sim! Por quê?
- É que eu preciso fazer um trabalho da escola!
- Ah, usa o Power Point!
- O quê?
- O Power Point!
- O que é isso?
- É um programa para fazer slide!
- Engraçadinho, ta me chamando de Garota de Programa, é?
- Não! Desculpe! Não é nada disso!!!
- Então... Sei não!
- Tem no seu computador. Assim como o Word!
- ???
- Sabe qual é o Word?
- Não!
- É aquele que você usa para escrever!
- Mas, eu não escrevo no computador. Meu irmão uma vez inventou de escrever no computador, usou hidrocor e deixou a tela do computador toda rabiscada, uma coisa feia. Minha mãe quase bateu nele!
- Não, não é disso que estou falando. Escuta... Qual é o seu Windows? O XP, o Vista ou o Seven?
- Sei não, "seu" complicadinho!
- Quando você liga o computador o que aparece?
- Sei lá... Uma luzinha, né?
- OK, vamos combinar assim: amanhã eu passo aí e faço o seu slide. Tá bom?
- Valeu!!!
- Tchau!
- Tchau!

FELIZ 2011


01 de janeiro de 2011. Mais um ano começa e com ele as promessas de renovação, os desejos de que tudo melhore, e de que nossos sonhos se realizem.
Também tenho sonhos e metas para realizar durante este novo ano, que daqui a pouco estará velho, e nós estaremos esperando outra vez que tudo se realize em um novo ano novo. Mas isso faz parte da vida.
Sempre procuro fazer algo diferente no primeiro dia do ano. Ano passado, quando acordei estava chovendo, então não pensei duas vezes, tomei um banho de chuva. Esse ano teria que ser diferente, claro. Acordei, já não era tão cedo, mas fui o primeiro aqui de casa a acordar e, como não havia barulho na rua, acho que fui um dos primeiros também da minha rua. Como não estava chovendo tomei um banho de sol e luz. Então, peguei umas frutas e fui comer lá na minha varanda. Saboreei deliciosas uvas, goiaba, maçã, enquanto assistia a beleza das folhas que caiam com rodopios engraçados, e das flores que bailavam ao vento em suaves movimentos, ao som das cigarras e de alguns pássaros que cantavam como se me desejassem um “Feliz Ano Novo”.
Você pode até pensar que tudo isso é uma bobagem. Tudo bem, pode até ser. Mas o que na vida, nessa nossa efêmera vida, não acaba um dia se tornando bobagem? Mas, esse é o meu jeito de ser. E assim eu vivo e sou feliz.
Um feliz Dois Mil e Onze para todos nós!

P.S.: E você estava lúcido(a) o suficiente para lembrar como foi sua manhã do primeiro dia do ano ou bêbado de sono e/ou “otras cositas mas”?
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