sábado, 29 de janeiro de 2011

O CHAFARIZ E O MONUMENTO


Era final dos anos Setenta, início dos anos Oitenta e havia em nossa cidade um bairro antigo que tinha a fama de ser o maior reduto de gays do Estado, de ter a maior concentração por metro quadrado de homossexuais, principalmente do sexo masculino. Opa, peraí, como definir o gênero nessa questão tão delicada? Bem, eu vou em frente (eles vão para trás?) na minha narrativa: Não vou equiparar a Sodoma e Gomorra para ninguém dizer que estou exagerando, mas... Sei não, viu?
Diziam as más línguas da época que a causa disso tudo era um Chafariz que havia lá, próximo a Estação da RFFSA. Quem bebesse da água desse chafariz sentia uma comichão, uma vontade irresistível de se abrir para novas experiências. Eu não sei se isso era verdade ou pura lenda, que já fazia parte do imaginário popular. Só sei que não posso provar nada disso, pois nunca senti o desejo de beber dessa água, e para não contrariar o ditado popular que diz: “Dessa água não beberei”, eu realmente não bebi.
Hoje, passando pelo bairro, ou pelo menos o que restou dele, pude perceber no meio da pracinha algo que a primeira vista me pareceu ter sido erigido de cimento armado. Nessa primeira impressão de um objeto assim tão fálico e ereto, pensei que aquilo fosse um monumento em homenagem ao passado do bairro, aos antigos habitantes, memórias de uma civilização perdida (ou encontrada). Mas, olhando com atenção vi que era apenas um tronco de palmeira, sem folhas, pintado de branco.
Para comprovar a veracidade dos fatos, e você perceber que tem tudo a ver com a história contada acima, coloquei a foto da Praça com o seu Monumento. Infelizmente não tenho a foto do Chafariz, pois ele já não existe mais. Dizem que foi destruído, por um rapaz, em um acesso de raiva, ao ser traído pelo seu namorado. (Mas isso já é outra história).

Um comentário:

  1. Conhecedor profundo de nossa historica cidade, assim é vc. kkkkk aindab em que não bebeu da agua e talvez tbm não tenho comido doo fruto da referida palmeira. kkkk ainda bem que eu também não bebi dessa agua apesar de ter tido parentes morando lá, mas nenhum registro de alguem dessa minha familia ter desmunhecado. mas lembro um primo que usava brinco. kkkkk

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