
Segundo o dicionário da língua portuguesa “Carnaval” significa: 1. Festa popular, coletiva, realizada anualmente nos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas. 2. Folia, diversão. 3. Desordem, confusão, orgia.
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.
Evidentemente, eu vou dar minhas impressões sobre o Carnaval. Inicialmente vou fazer uma ressalva, corrigindo o dicionário: atualmente o carnaval não é realizado em apenas três dias, aliás ninguém mais sabe quantos são os dias de carnaval. Começa semanas antes, sem contar com as prévias com nomes engraçados durante o ano inteiro.
E você já parou para pensar sobre o carnaval seus excessos e desperdícios? O carnaval do barulho e das suas marchinhas chatas, antiquadas, preconceituosas e politicamente incorretas do tipo “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?” ou aquela outra “...mas como a cor não pega, mulata. Mulata eu quero o seu amor”. E a sujeira dos corpos suados, embriagados e mal dormidos. Como se consegue achar que isso é diversão?
No carnaval tudo é permitido. Os foliões assumem suas verdadeiras personalidades. Deixam aflorar os sentimentos e desejos contidos e represados durante todo o ano. Uns passam o carnaval, vestidos com roupas de mulher, fazendo gestos afeminados e insinuando estarem grávidos, outros bebem até cair, se drogam ou fazem sexo desenfreada e desesperadamente, outros simplesmente somem e só reaparecem na quarta-feira de cinzas, e jamais confessam o que fizeram.
Desde o desfile dos pobres blocos de sujo jogando Maizena em nossas caras, até as milionárias Escolas de Samba jogando em nossas caras o sexo de suas passistas, acho tudo muito entediante e sempre tenho aquela estranha sensação de dèja vu.
Em um País que se diz em desenvolvimento como o nosso, acho um absurdo parar de trabalhar cinco dias (do sábado de Zé Pereira até a quarta-feira de cinzas). Mas se é assim, então tudo bem, tô dentro!
Pra encerrar, três frases para você neste carnaval:
“Se beber não dirija”.
“Use camisinha”.
“Descanse” (esta é a minha preferida).
Nenhum comentário:
Postar um comentário