sábado, 29 de janeiro de 2011

O CELULAR


Meu amigo tem um celular superhipermega, aliás, superhipergiga incrível. O celular do cara tem tudo que se pode imaginar e, até coisas que nunca imaginei, agregado em seu sistema operacional. O aparelho é um cruzamento de iPad com Jornada nas Estrelas.
Um dia desses, ele descreveu toda aquela parafernália hightech: Bluetooth, infravermelho, foto panorâmica, filma em HD (High Definition) e 3D, internet, wireless, e-mail, e-book, MP3, aceita todos os formatos de vídeo, memória de 1 terabyte, alarme, touchscreen, TV, radio, jogos, orkut, tweeter, facebook, roda todos os aplicativos da Microsoft, etc, etc, etc.
E meu amigo ficou 1 hora e 15 minutos, descrevendo as maravilhas tecnológicas do seu celular. E eu acho que ele descreveria ad infinitum, se o magnífico telefone não tivesse tocado (em surround sound) naquele exato momento. Então, ele olhou para mim e disse: "Foi minha mulher quem ligou. Dá pra emprestar o teu celular? O meu tá sem créditos!"
Bem, eu emprestei para ele o meu celular baratinho, lowtech, sem acessórios, mas que podemos falar nele, pois ele recebe e faz ligações.
Eu comparo o celular do meu amigo aos políticos que fazem uma campanha caríssima, chamativa, cheia de discursos vagos e soluções impossíveis. Eles têm o potencial e todas as condições. Mas, depois que ganham as eleições, na hora em que o povo precisa deles... São inúteis!

O CHAFARIZ E O MONUMENTO


Era final dos anos Setenta, início dos anos Oitenta e havia em nossa cidade um bairro antigo que tinha a fama de ser o maior reduto de gays do Estado, de ter a maior concentração por metro quadrado de homossexuais, principalmente do sexo masculino. Opa, peraí, como definir o gênero nessa questão tão delicada? Bem, eu vou em frente (eles vão para trás?) na minha narrativa: Não vou equiparar a Sodoma e Gomorra para ninguém dizer que estou exagerando, mas... Sei não, viu?
Diziam as más línguas da época que a causa disso tudo era um Chafariz que havia lá, próximo a Estação da RFFSA. Quem bebesse da água desse chafariz sentia uma comichão, uma vontade irresistível de se abrir para novas experiências. Eu não sei se isso era verdade ou pura lenda, que já fazia parte do imaginário popular. Só sei que não posso provar nada disso, pois nunca senti o desejo de beber dessa água, e para não contrariar o ditado popular que diz: “Dessa água não beberei”, eu realmente não bebi.
Hoje, passando pelo bairro, ou pelo menos o que restou dele, pude perceber no meio da pracinha algo que a primeira vista me pareceu ter sido erigido de cimento armado. Nessa primeira impressão de um objeto assim tão fálico e ereto, pensei que aquilo fosse um monumento em homenagem ao passado do bairro, aos antigos habitantes, memórias de uma civilização perdida (ou encontrada). Mas, olhando com atenção vi que era apenas um tronco de palmeira, sem folhas, pintado de branco.
Para comprovar a veracidade dos fatos, e você perceber que tem tudo a ver com a história contada acima, coloquei a foto da Praça com o seu Monumento. Infelizmente não tenho a foto do Chafariz, pois ele já não existe mais. Dizem que foi destruído, por um rapaz, em um acesso de raiva, ao ser traído pelo seu namorado. (Mas isso já é outra história).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O CULPADO


Hoje me pus a refletir sobre algo muito comum, corriqueiro até. Não sei se você já viu algo assim: Você passa toda a sua vida procurando fazer tudo da forma mais correta possível. Você dá sempre 100%. Um dia por um acaso, sem pretensão de magoar ou ferir ninguém, você falha e dá “apenas” 99%. Pronto é o seu fim. Tudo que você construiu, parece que nada vale. Você é sumariamente julgado e condenado.
E, coitado, a partir de agora você é um eterno suspeito. Tudo que acontecer de errado foi você quem fez. Tudo é prova contra você. E agora você não é nem mais julgado, você é automaticamente condenado. Você foi, é, e será sempre o culpado. E isso se aplica a todos os setores da vida, seja no trabalho, na família, na Igreja, em todo e qualquer tipo de relacionamento humano.
Acho que daí veio a máxima: “Teu Passado te Condena”

domingo, 2 de janeiro de 2011

UMA CERTA LIGAÇÃO...


Hello, Moto!
- Alô!
- Oi, tudo bem?
- Tudo bem, e você?
- Tô bem... Olha, me diz uma coisa... Tu sabe fazer irlaide?
- Hem!??
- Irlaide!
- Como? Não entendi...!
- Tô perguntando se você sabe fazer irlaide!
- Irlaide? Ah, sim! Slide!!!
- Isso!
- No computador?
- É!
- Sei sim! Por quê?
- É que eu preciso fazer um trabalho da escola!
- Ah, usa o Power Point!
- O quê?
- O Power Point!
- O que é isso?
- É um programa para fazer slide!
- Engraçadinho, ta me chamando de Garota de Programa, é?
- Não! Desculpe! Não é nada disso!!!
- Então... Sei não!
- Tem no seu computador. Assim como o Word!
- ???
- Sabe qual é o Word?
- Não!
- É aquele que você usa para escrever!
- Mas, eu não escrevo no computador. Meu irmão uma vez inventou de escrever no computador, usou hidrocor e deixou a tela do computador toda rabiscada, uma coisa feia. Minha mãe quase bateu nele!
- Não, não é disso que estou falando. Escuta... Qual é o seu Windows? O XP, o Vista ou o Seven?
- Sei não, "seu" complicadinho!
- Quando você liga o computador o que aparece?
- Sei lá... Uma luzinha, né?
- OK, vamos combinar assim: amanhã eu passo aí e faço o seu slide. Tá bom?
- Valeu!!!
- Tchau!
- Tchau!

FELIZ 2011


01 de janeiro de 2011. Mais um ano começa e com ele as promessas de renovação, os desejos de que tudo melhore, e de que nossos sonhos se realizem.
Também tenho sonhos e metas para realizar durante este novo ano, que daqui a pouco estará velho, e nós estaremos esperando outra vez que tudo se realize em um novo ano novo. Mas isso faz parte da vida.
Sempre procuro fazer algo diferente no primeiro dia do ano. Ano passado, quando acordei estava chovendo, então não pensei duas vezes, tomei um banho de chuva. Esse ano teria que ser diferente, claro. Acordei, já não era tão cedo, mas fui o primeiro aqui de casa a acordar e, como não havia barulho na rua, acho que fui um dos primeiros também da minha rua. Como não estava chovendo tomei um banho de sol e luz. Então, peguei umas frutas e fui comer lá na minha varanda. Saboreei deliciosas uvas, goiaba, maçã, enquanto assistia a beleza das folhas que caiam com rodopios engraçados, e das flores que bailavam ao vento em suaves movimentos, ao som das cigarras e de alguns pássaros que cantavam como se me desejassem um “Feliz Ano Novo”.
Você pode até pensar que tudo isso é uma bobagem. Tudo bem, pode até ser. Mas o que na vida, nessa nossa efêmera vida, não acaba um dia se tornando bobagem? Mas, esse é o meu jeito de ser. E assim eu vivo e sou feliz.
Um feliz Dois Mil e Onze para todos nós!

P.S.: E você estava lúcido(a) o suficiente para lembrar como foi sua manhã do primeiro dia do ano ou bêbado de sono e/ou “otras cositas mas”?
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