domingo, 25 de abril de 2010

25 DE ABRIL


Eu disse que tenho 25 anos. Ela disse: - De cada lado! Bem, pode ser 25 do lado de dentro e 25 do lado de fora.

Uma amiga me disse que estou melhor que o marido dela que tem 38 anos. Outra disse que devo ter 39 ou 40 anos. Mas nada disso importa. Não importa se tenho 25, 30, 40 ou 50 anos. O que realmente importa é o interior, a alma. E minha alma não tem idade, ela é eterna, ela é parte de algo eterno e insondável, ela é parte de Deus.

O tempo passou e com ele vem a experiência de vida que não troco por nada. Aprendi a dar valor a pequenas coisas que passaram por mim. Entendi o “ser pai”. Curti amizades. Aprendi que fazer amor é melhor que fazer sexo, principalmente se for com tempo suficiente para ter, dar e viver todas as nuances de sensações desses incomparáveis momentos.

Sou feliz nessa idade, pois ainda sonho, faço planos, quero aprender, ensinar e quero ainda ver e viver muitas coisas que ainda não conheço.

Abril. Eu, Rafael, Papai, Mariana, Ruth, Crislane, Andrea, Luzilma, Cristina, Solange, Marco, Roberto Carlos, tantos amigos e outros tantos desconhecidos. Até Brasília. Aqui cabem os paralelos: Paralelo 15. Paralelo 21. Dia 15 e dia 21. Dia 25 eu vi a luz. Eu vim ao mundo.

Vivi tantos anos fazendo paz, fazendo amor, fazendo música e fazendo sorrisos. Espero ainda viver outros tantos com o mesmo pique. Afinal meus amigos mais jovens, já estão hipertensos, carecas e barrigudos. Acho que sou privilegiado, me sinto bem, estou saudável, feliz e amo muito.

Um beijo para todos, e que Deus continue nos abençoando!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"DESMATAR"


Um dia desses, uma colega de trabalho, em um daqueles raros momentos ociosos de nossa labuta, conversava alegremente sobre as coisas do dia a dia, de repente ela para reflexiva e profere a seguinte sentença: - Meu computador está lento, vou ter que DESMATAR!

Eu fiquei horrorizado!

Em minha mente cyber-ecológica isso é um tremendo absurdo. Afinal, do que estávamos falando mesmo? E eu comecei a pensar na Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, nos nossos Índios, em como tudo era verde e belo até a chegada daqueles malditos portugueses cheios de más intenções.

E essa louca antiecológica o que faria se morasse perto de uma reserva de Mata Atlântica ou até mesmo no Estado do Amazonas ou do Pará? E se dessem a ela uma motosserra? Seria um filme de terror? Acho que a Região Norte certamente seria o novo Saara. E a humanidade evidentemente perderia imenso e riquíssimo ecossistema. O que inevitavelmente levaria a um superaquecimento global, derretendo todo o gelo dos pólos e elevando o nível dos oceanos a níveis assustadores, dizimando, devido a esses fatores ambientais atípicos, a quase totalidade dos seres vivos do planeta. Seria o fim da espécie humana. O restante dos seres vivos que sobrevivessem a esse cataclismo iria sucumbir, quando todo o planeta começasse a esfriar até o zero absoluto.

Mas espere, desmatar? Ela falou desmatar? Não é um computador? Um PC? Um Personal Computer?
Então minha amiga será que você não está “trocando as bolas”? Acho que você precisa apenas FORMATAR o seu computador. Afinal, desmatar é antiecológico e não pega bem.

domingo, 4 de abril de 2010

O VESTIDO


Hoje, quero começar com uma prece: “Senhor, ajuda-me a entender o funcionamento do cérebro das mulheres!”

É imensamente complicado o que se passa dentro daquelas cabecinhas maravilhosas, aditivadas com shampoos, condicionadores, cremes, relaxantes, tonificantes, tintas, escovinhas, chapinhas, e outras maravilhas tecnológicas criadas exclusivamente para promover o bem estar desse gênero que eu sou fã incondicional, adoro, amo de coração: o feminino.

Eu realmente não saberia viver sem elas, nem sequer longe delas. No entanto, entendê-las é missão, eu diria impossível, ou pelo menos quase impossível. Vou contar uma historinha que é um exemplo de um dos motivos que me fazem buscar essa compreensão, que a cada vez que eu penso estar próximo, ledo engano, estou distante, entendo menos.

Um amigo meu, que mora aqui na “progressista” e "pacata" cidade de Rio Largo, foi com sua digníssima esposa, até a capital do Estado, a aconchegante, aprazível e paradisíaca Maceió. Chegando lá, para que pudessem ganhar tempo, eles se separaram e foram fazer tarefas distintas. Ele tinha várias compras a fazer em várias lojas, e ela tinha uma única “tarefa” que era comprar um vestido, pois tinham um evento para ir e, claro ela “precisava” de um vestido novo. Quarenta e dois minutos e trinta e seis segundos depois ela liga para ele e diz: - Estou na loja “X”, venha até aqui para me ajudar a escolher o vestido! E ele deixa tudo que tinha a fazer e vai ao encontro dela. Chegando lá, a loja estava quase vazia (afinal era mês de janeiro, ninguém mais estava fazendo compras, pois já torraram todo o dinheirinho suado do décimo, nas compras de Natal). Ele percorre toda a loja e não a encontra. Ele para e espera. Daí a pouco ela liga novamente, ele atende e diz: - Estou aqui na loja e você, onde está? Ela diz: - Tô no provador! Minutos depois ela aparece com um vestido, ele não gosta. Volta e veste o segundo vestido, ele gosta. Depois vem com o terceiro vestido, ele também gosta. Ela diz: - Espera, tem mais um! E ela vem finalmente com o quarto e último vestido, ele não gosta. Então ela pergunta se ele gostou de algum e, ele diz que gostou do segundo e do terceiro. Então ela fica com o vestido número quatro. Ou seja: ela escolheu justamente o vestido que ele não gostou.

Então, não é interessante? A mulher pede a opinião do homem. Ele dá. Ela não aceita. Então, por que “cargas d’água” (essa expressão é antiguíssima) pedir a opinião sobre algo que você quer escolher, se você já escolheu?

É por essas e outras que eu vou ter que fazer um curso para entender mais e melhor as mulheres.