
Toca o telefone na casa de um amigo meu, ele corre para atender, segura o aparelho (telefônico) e dirige-o até as proximidades da face, colocando uma extremidade na região auricular, e a outra extremidade exatamente a 1 cm da cavidade bucal, então assim posicionado ele dá o tradicional, indefectível e infalível “Alô!”. Do outro lado da linha ele ouve uma aveludada e lânguida voz que fala segura e calmamente: - “Oooii, aqui é o João Kleber! É que estou aqui com uns colegas, tô chupando manga, todo lambuzado, escorrendo pelos braços, então eu me lembrei de você, e resolvi te convidar, que tal você vir pra cá pra gente chupar... umas mangas?”
Alexander Graham Bell certamente jamais poderia imaginar cenas assim, fortíssimas como essas, tendo como um personagem impensável e indispensável, a sua invenção: o telefone. Não o celular, não. Aquele de casa, com o fio na parede!
Bem, o meu caro amigo declinou da oferta, ou seja, não aceitou, pelo menos foi isso que ele me disse (e eu creio nele), apesar de ter ficado bastante lisonjeado com tão ”maravilhoso” e inesperado convite, em uma noite estrelada de verão. Mas eu sei que essa não é a praia dele, muito pelo contrário, afinal eu o conheço há muitos anos. No entanto, esse tão romântico convite tinha que ser divulgado, para assim entrar para os anais (anais???) da história.
Bem, eu quero deixar bem claro que esse acontecimento não foi nessa atual safra de mangas. Foi em outra de um passado não muito distante, diria até um tanto recente. E quero ainda deixar bem claro que eu não sou homófobo, muito menos homófilo. Acho que cada um tem o direito de ser o que é.
PS: Você pensou que era “o cão chupando manga”?
Errou!!!
Era o “Bambi” chupando manga!
Nenhum comentário:
Postar um comentário